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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Tractor Russel a vapor, ainda em funcionamento



Locomotivas e barcos, mas também máquinas agrícolas, entre muitas outras aplicações da máquina a vapor. Como este tractor agrícola, ainda a funcionar nos dias de hoje, embora já como peça de museu...

3.º filme do Rato Mickey (1928) passa-se num barco a vapor



Steamboat Willie, o 3.º filme de Walt Disney em que o Rato Mickey surge (primeiro com inclusão de som) é de 1928 e passa-se a bordo de um barco a vapor, mostrando a importância que essa técnica do século XIX ainda tinha bem depois da 1.ª Guerra Mundial. Ainda hoje, em alguns rios dos Estados Unidos da América há barcos a vapor em funcionamento, como os famosos Delta Queen, American Queen e Mississipi Queen.

Em 1994 este filme foi votado como um dos 50 melhores filmes de animação de todos os tempos.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Industrialização - O comboio


Um comboio à antiga (a vapor, claro), em viagem entre a Régua e Vila Real, no ano de 2001. Verdadeira peça de museu, ainda em uso, muito estimada por turistas nacionais e estrangeiros.

Industrialização - Máquina a vapor


Eis um pequeno mas elucidativo filme que nos mostra o modo de funcionamento da máquina a vapor. Simples e eficaz, era aplicado a comboios, barcos, máquinas agrícolas, máquinas em fábricas, etc.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Fontes Pereira de Melo e o "fontismo" - 4

Eis uma imagem que conheces bem, existente no teu manual de História do 6.º ano, mas aqui com muito melhor qualidade. Como te recordas, retrata a primeira viagem de comboio, de Lisboa ao Carregado, em 28.Outubro.1856, no reinado de D. Pedro V, por iniciativa de Fontes Pereira de Melo.

Sobre a história desse grande motor de desenvolvimento que foram e ainda são os caminhos-de-ferro em geral, encontras muito material na internet.

Para o confirmares, sobretudo no que se relaciona com Portugal, clica em caminhos-de-ferro. Gostaste? Então, volta a clicar em... caminhos-de-ferro...

E, já agora, clica em "fontismo"...

Fontes Pereira de Melo e o "fontismo" - 3











Fontes Pereira de Melo teve a atenção dos caricaturistas da sua época, sobretudo a de Rafael Bordalo Pinheiro. Este, chegou mesmo a criar um jornal semanal com os dois primeiros nomes do político: “O António Maria”. Encontras os exemplares integrais deste jornal clicando no seu nome.

Aqui podes ver a capa do 1.º número, publicado em 12.Junho.1879 e uma das muitas caricaturas que o artista Rafael fez sobre o político António…

Fontes Pereira de Melo e o "fontismo" - 2

Fontes Pereira de Melo, aqui envergando a sua farda de oficial do Exército.

Se clicares no seu nome, poderás saber muito mais acerca deste eminente político português do século XIX.

Fontes Pereira de Melo e o "fontismo" - 1

Nota da Wikipedia:

António Maria de Fontes Pereira de Melo (Lisboa, 1819 — Lisboa, 1887) foi um dos principais políticos portugueses da segunda metade do século XIX. Era filho de João de Fontes Pereira de Melo que foi governador de Cabo Verde por duas vezes. António Maria nunca foi governador de Cabo Verde mas foi eleito deputado pelas ilhas, o que foi o primeiro passo para uma brilhante carreira política.

Depois de um período de agitação política que marcou a primeira metade do século XIX, teve início em 1851 uma nova etapa da monarquia constitucional portuguesa.

Esse período foi chamado de Regeneração, pois os governos tentaram recuperar o atraso em que Portugal vivia em relação a outros países da Europa, através da modernização da administração e do desenvolvimento económico do país. No primeiro governo da Regeneração foi criado um novo ministério, o das Obras Públicas, do qual Fontes Pereira Melo se encarregou.

Fontes Pereira de Melo aumentou o número de estradas, construiu o primeiro troço dos caminhos-de-ferro, que ligava Lisboa ao Carregado, iniciou a construção de outros dois caminhos-de-ferro (Vendas Novas e Sintra) e montou a primeira linha telegráfica.

Além dessas obras, iniciou a revolução dos transportes e das comunicações inaugurando carreiras regulares de barcos a vapor, os serviços postais e as redes telefónicas.

A sua promoção das obras públicas ficou conhecida como o fontismo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Fábrica de cortiça Mundet, Seixal - 3












Secção da prancha de cortiça da Mundet & C.ª Lda., c. 1930
Fundo Documental Mundet /EMS (Revista Ecomuseu - CMSeixal, N.º 46 -Janeiro-Fevereiro.2008)

Fábrica de cortiça Mundet, Seixal - 2













Edifício das Caldeiras Babcock & Wilcox
EMS/CDI - António Silva, 2006 (Revista Ecomuseu - CMSeixal, N.º 46 -Janeiro-Fevereiro.2008)

Fábrica de cortiça Mundet, Seixal - 1















Oficina de colagem de papel da Mundet & C.ª Lda., década de 1960 EMS/CDI - Júlio Pereira Dinis (Revista Ecomuseu - CMSeixal, N.º 46 -Janeiro-Fevereiro.2008)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Fábrica de vidros da Amora - 2














Desenho de Rafael Bordallo Pinheiro, na revista Pontos nos II, de 15.Janeiro.1891

"Há pouco mais de um ano começaram os trabalhos para a completa instalação e montagem da fábrica de vidros da Amora. Passado um ano, a fábrica prospera a olhos vistos e em breve aquela indústria terá uma verdadeira importância entre nós. Do esforço de poucos surgiu aquela fábrica que hoje se acha quase em condições de abastecer o mercado nacional, evitando a importação de garrafas estrangeiras.

A boa vontade e resoluto ânimo dos que dirigem esta fábrica pôde conseguir natural em outros ramos de indústria com um desenvolvimento maior e mais importante mercado, haver-se feito, há muito. Um bairro operário, construído nas melhores condições higiénicas, uma escola para a educação dos filhos dos operários e um clube, formam um modelo de boa organização muito para ser imitado.

Os operários da fábrica, alemães na sua maioria, vão fazendo escola e muitos dos aprendizes conhecem já os processos da indústria e trabalham com relativa perfeição. Por esta prosperidade em que se encontra a fábrica de vidros da Amora, merecem os maiores elogios os seus directores Justino Guedes, Gomes e Guilmane, que têm sido incansáveis. Seria bom que o governo, olhando para o estado florescente desta fábrica, protegesse diversas outras indústrias que, em concorrência com os produtos estrangeiros, vão definhando até morrer. E não seria sem tempo..."

(adaptado)

Fábrica de vidros da Amora - 1















Desenho de Rafael Bordallo Pinheiro, na revista Pontos nos II, de 15.Janeiro.1891

Aspecto das habitações dos operários.